Carreira e o Tesouro de Bresa

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Carreira e o Tesouro de Bresa

Mensagem  Admin em Seg Jan 14, 2008 4:36 pm

Carreira e O Tesouro de Bresa
Sidney Santana Pereira

“Carreira é uma sucessão ou seqüência de cargos ocupados por uma pessoa ao longo de sua vida profissional. A carreira pressupõe desenvolvimento profissional gradativo e cargos crescentemente mais elevados e complexos” (Chiavenato, Idalberto – Gestão de Pessoas, 2004). Os planos de carreira surgiram com a Escola de Administração Científica, e eram rigidamente formalizados e voltados somente para as empresas que planejavam; se preparavam para expansões, novos mercados e mudanças internas. Os planos de carreira visavam a capacitar os funcionários para estas ações organizacionais.
Com o passar do tempo, este enfoque foi mudando e ampliando para contemplar, também, as necessidades do indivíduo. Com a mudança do mercado de trabalho, o conceito de empregabilidade não está mais limitado à continuidade em uma só empresa. Muitos profissionais constroem sua carreira com diversificadas experiências em métodos, culturas organizacionais, relações pessoais, entre outras.

“O plano de carreira está relacionado com os objetivos profissionais do indivíduo e suas aspirações pessoais de carreira”. (Araújo, Luís – Gestão de Pessoas, 2006). Mesmo aos profissionais, cuja formação ou natureza de atividade não é possível estabelecer planos muito complexos, uma coisa é real: todo profissional tem objetivos e aspirações, mesmo que não estejam conscientes no momento. E, se assim estiverem, devem ser despertados, definidos e buscados. Não há mais espaço para acomodar-se e ficar na “zona de conforto”.

Para ilustrar como se dá este caminho de carreira, usaremos uma lenda que se passa na antiga Babilônia: O Tesouro de Bresa.

Enedim era um alfaiate inteligente e trabalhador, bem quisto por todas as pessoas. Como era um bom profissional, tinha muitos clientes, mas seus ganhos eram poucos e, sempre pobre, sonhava que um dia poderia ser muito rico. Imaginava como encontrar um grande tesouro à semelhança de tantas estórias de aventureiros que escutara. Em meio a estes pensamentos, certo dia, pára em sua porta um mercador da Grécia. Enedim, por simples curiosidade, examina as mercadorias, encontrando entre elas um livro cheio de símbolos estranhos que lhe chama a atenção. Incentivado pelo mercador adquire-o e passa a examiná-lo.

Nas primeiras páginas, decifra o seguinte: "O segredo do tesouro de Bresa. O tesouro de Bresa, enterrado pelo gênio do mesmo nome entre as montanhas do Harbatol, foi ali esquecido, e ali se acha ainda, até que algum homem esforçado venha a encontrá-lo". Enedim quase não acredita. Seus sonhos estavam se realizando. Um mapa de tesouro bem ali em suas mãos! Disposto a decifrar o tal enigma, começou a estudar os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos persas, o complicado idioma dos judeus, pois as primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos. Ao fim de três anos, deixava Enedim a antiga profissão de alfaiate, e passava a ser o intérprete do Rei, pois na cidade não havia quem soubesse tantos idiomas estrangeiros. Este novo ofício também era bastante rendoso.

Com o firme propósito de descobrir o tal mistério, Enedim agora se deparava com várias páginas cheias de cálculos, números e figuras. E, a fim de ir compreendendo o que lia, foi obrigado a estudar Matemática com calculistas da cidade, tornando-se, rapidamente, grande conhecedor de aritmética. Esses novos conhecimentos adquiridos capacitaram-no a calcular, desenhar e construir uma grande ponte sobre o Eufrates, e com esse trabalho agradou tanto ao Rei, que o monarca resolveu nomeá-lo a Prefeito.

Mas Enedim ainda não havia desvendado o mistério do tesouro, que permanecia sendo um de seus objetivos principais, ao qual se dedicava ativamente. Neste interesse foi compelido a estudar profundamente as leis, os princípios religiosos de seu país e os do povo caldeu; com o auxilio desses novos conhecimentos, conseguiu Enedim dirimir uma velha pendência entre os doutores. Esta nova façanha levou-o ao cargo de Primeiro Ministro.

Sua situação social e financeira era invejável, nada comparada à sua pobreza de tempos atrás. O reino também evoluiu muito sob sua orientação. Mas mesmo assim, incomodava-se com o livro misterioso. Mesmo revendo cuidadosamente suas páginas, não havia descoberto ainda o tesouro. Em certa ocasião compartilhou esta dúvida e frustração com um sacerdote, e qual não foi sua surpresa quando este lhe disse o seguinte:

- "O Tesouro de Bresa já está em vosso poder, meu senhor. Graças ao livro misterioso é que adquiristes um grande saber, e esse saber vos proporcionou os invejáveis bens que já possuis". Bresa significa "saber". Harbatol quer dizer "trabalho". Com estudo e trabalho, pode o homem conquistar tesouros maiores do que os que se ocultam no seio da terra ou sob os abismos do mar!

Definir objetivos, adquirir conhecimentos necessários e úteis para alcançá-los, dedicar-se e trabalhar ativamente para seu alcance são as ações básicas para quem quer encaminhar bem sua carreira. Vá em busca do seu Tesouro de Bresa!

Sidney Santana Pereira
Professor universitário da Faculdade Santa Helena/PE, na disciplina de Recursos Humanos. Em curso técnico/profissionalizante, ministra as disciplinas de Marketing, Gestão empresarial (Empreendedorismo) e Gestão Administrativa.

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